terça-feira, 31 de março de 2020

PRAZERES

1.O calor do sol em seu rosto em um dia frio e a chuva em dia de calor..
2.Abraços das pessoas que você ama.
3.Bebês fofos.
4.Deitar-se na cama e assistir a um filme com um ente querido.
5.Entrar na piscina ou banho com a água na temperatura perfeita.
6.Nuvens ou estrelas bonitas no céu.
7.A sensação de se aconchegar em sua cama à noite.
8.A forma como você se sente bem depois de tomar um banho ou um chuveiro.
9.A primeira mordida em seu lanche, quando você está com muita fome.
10.Dirigir em um belo dia.
11.O gosto da água gelada quando você está com sede.
12.Compartilhar um momento engraçado com um estranho.
13.Encontrar dinheiro no chão.
14.Quando sua música favorita toca no rádio.
15.Rir alto de coisas que vê na internet.
16.O som das ondas do mar.
17.O tempo perfeito.
18.Beber uma excelente xícara de café com leite ou uma taça de vinho.
19.Um bom livro.
20.Conversas longas e profundas com um amigo em quem você confia.
21.Receber uma massagem.
22.A maneira como você se sente após um bom exercício.
23.Uma casa, escritório ou carro recentemente limpo.
24.Encontrar o presente perfeito para alguém que você ama.
25.Lembrar que tudo está bem exatamente como é, e a vida é muito boa de onde você está.
26.Receber familiares e amigos.
27.Receber atenção  dos alunos.
28. Ministrar  aulas.
29. Viajar pra qualquer lugar.
3O. Cozinhar  comer em boa companhia.

As coisas simples da vida são como as estrelas que reluzem nas noites encobertas. Sempre estão lá, rodeando-nos, oferecendo a nós sua magia sutil em forma de felicidade. Nem sempre, no entanto, paramos para olhá-las nem nos lembramos de que elas existem.
Só quando nos falta algo, quando a vida se mostra para nós um pouco ou muito difícil, é que lembramos o que de verdade importa para nosso coração, o que afina as cordas internas que fazem música e dão sentido à nossa existência.
As coisas simples, amáveis e discretas formam dia a dia a essência de nossa vida, aquela onde repousar nos dias de tormenta e onde todas as nossas alegrias fazem sentido.
Há quem geralmente diga que quanto mais simples for nosso modo de viver, menos preocupações teremos e menos erros cometeremos. Agora, cada um é livre para complicar sua vida o tanto quanto desejar. Todos temos direito de assumir riscos, planejar sonhos e ter um círculo social tão amplo e variado como quisermos.
O principal, a chave de tudo isso, não está em levar uma vida simples, está em ser simples de pensamento e saber o que é importante, que é o que faz nosso coração calmo de verdade e nos identifica. Somos todos muito livres para construir nossos microuniversos particulares a partir disso.


As pequenas coisas são as maiores coisas da vida


Ser feliz é fechar os olhos e não desejar mais nada e, para isso, basta que deixemos de medir a felicidade pelo dinheiro que temos ou deixamos de ter e passemos a medir por aquelas pequenas coisas que não trocaríamos nem por todo o dinheiro do mundo.
Todos nós temos mais de uma coisa que jamais trocaríamos nem pela mais valiosa das riquezas. A vida dos filhos, o cônjuge, os irmãos…





sábado, 29 de fevereiro de 2020

Nó na garganta


DÊ VOZ, NÃO SE CALE...
Faça uma carta, um poema, um livro. Canta uma música. Dança zumba. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, fala para Deus, para o universo... se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu...
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“Engole o choro. Engole sapo. Cala a boca. Cala o peito. Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa. Falam os pés inquietos na cama. Fala a dor de cabeça. Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade. Fala o nó na garganta atravessado. Fala a angústia, fala a ruga na testa. Fala a insônia, o sono demasiado.
Você se cala, mas o falatório interno começa. As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações. O normal do ser humano seria a comunicação e conseguir dizer o que está sentindo. Mas nem todos se habilitam para esse difícil exercício. Nem sempre digerimos bem aquelas pequenas coisas, como mensagens mal respondidas, as palavras que machucam...
Você finge que não ouviu, engole e tudo isso vai se acumulando até que um dia enche. Esses pequenos fatos indigestos percorrem a garganta, entram no estômago, invadem o peito, e se deixarmos, calará nossa boca e nossa paz. O importante é não deixar acumular ou achar que simplesmente vai aliviar com o passar dos dias. O tempo até tem um papel importante, mas não resolve tudo.
Tentar mostrar que tudo sempre está bem requer muita energia, o desgaste emocional é grande. Não dá pra engolir tudo e dizer amém! Eu sei. Também não dá pra cometer sincericídios por aí e sair vomitando as coisas entaladas na sua garganta. Mas dá para se expressar.
Tem hora que o sentimento pede pra ser dito, entendido, descodificado, traduzido. Tudo que ele quer é ser exorcizado pela palavra ou pela via que lhe cabe melhor. Expressar tranquiliza a dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula.
Então faz uma carta, um poema, um livro. Canta uma música. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, fala para Deus, para o universo... se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale.
Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”."
Ruth Borges (Revista Bula)