Alguns municípios brasileiros já remuneram (bem) produtores rurais que preservam e regeneram áreas e nascentes dentro de suas propriedades
por Viviane Taguchi
Em Extrema (MG), mais de R$ 150 mil já foram pagos a 170 produtores rurais. Lá, agricultores e pecuaristas passaram a ser chamados também de produtores de água e de ar.Tudo porque a prefeitura local passou a incentivá-los, comPagamentos por Serviços Ambientais (PSA), a preservar nascentes e seqüestrar carbono, com o plantio de árvores nativas e regeneração de cobertura vegetal.
Tem gente que chega a receber R$ 4,2 mil por mês por preservar essas áreas, que já somam cinco mil hectares, 40% da área verde da cidade.
Conforme divulgou o IBGE, através da Pesquisa de Informações Municipais (Munic), 418 prefeituras brasileiras, que representa 7,5% das cidades, já têm instituída alguma política de PSA. A maioria desses municípios fica na região Centro-Oeste.
No âmbito estadual, pelo menos quatro Estados instituiu o PSA, de acordo com Susian Martins, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVes). O primeiro, em 2007, depois veio o Espírito Santo em 2009, Minas Gerais implantou em 2010 e São Paulo, no ano passado. “Cada Estado criou parâmetros diferentes para captar os recursos e remunerar os agropecuaristas. Não existe um tipo de remuneração padronizada pelo serviço”, explica a pesquisadora.
Na esfera federal, o PSA também vem sendo debatido faz alguns anos, mas o Projeto de Lei 792/2007 deixou de ser discutido por um longo período até que a reformulação do Código Florestal terminasse. “Acredito que agora eles já tenham subsídio para avançar com essa legislação”, diz a pesquisadora. Enquanto a lei não sai do papel, é a iniciativa privada que corre atrás. “Há muitas grandes empresas no Brasil que estão incentivando o produtor rural a protegerem as nascentes e a vegetação, até porque essas empresas dependem de água de boa qualidade e de matas preservadas”.
Que bom Silvania que você tem o sonho de tornar sua fazenda sustentável e ainda bem que já existem iniciativas para que possa alcançá-lo. Também morei um um fazenda logo quando casei aos 19 anos e já tinha meu primeiro filho. Foram os 2 melhores anos de nossa vida, ar puro, liberdade, tudo direto do campo. Hoje moro em uma cidadezinha de 3600 habitantes chamada Coronel Xavier Chaves, em Minas Gerais. Não é a fazenda, mas posso dizer que ainda tenho um pedacinho do paraíso. Parabéns colega!
ResponderExcluirEntão você sabe o que é a alegria e a paz de se viver no campo...
ExcluirMuito legal a ideia de trazer um pouco da vida do campo.
ResponderExcluirQue legal Silvania!
ResponderExcluir=D
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